QUADRINHOS

17 de abril de 2018

Festival Guia dos Quadrinhos 2018

Um dos maiores eventos de troca de gibis, encontro de artistas e colecionadores e fãs de quadrinhos do país

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Durante os dias 14 e 15 de abril aconteceu em São Paulo, no Clube Homs, na Avenida Paulista, a nova edição do Festival realizado pelo site Guia dos Quadrinhos, o maior portal com informações sobre HQs do país.

Iniciada em 2008 como Mercado das Pulgas de troca de gibis, o evento cresceu e se tornou um ponto de encontro de colecionadores, novidades, artistas, lançamentos, shows de cosplays de personagens de quadrinhos e outras mídias, além de venda de artes originais, posters, camisetas, livros, action figures e dezenas de outros produtos ligados à Nona Arte.

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Foi a primeira vez que participei do evento e aproveitei a oportunidade para reencontrar amigos do meio e conhecer outros que só conhecia através da internet.

Como estive diretamente ligado à editoração e diagramação das revistas CALAFRIO 59 e MESTRES DO TERROR 68, após um passeio de reconhecimento pelo grande salão principal do Festival, encontrei no stand 64 o editor da nova D-Arte, Daniel Saks, que finalmente conheci pessoalmente após alguns anos de conversas e trabalho via redes sociais.

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Para minha surpresa, acabei até autografando edições das revistas (por conta de minha atividade como roteirista nas edições lançadas pelo Mestre Rodolfo Zalla, na coleção clássica) e conheci diversas pessoas, entre as quais Eduardo Ohata, jornalista da UOL, Folha, ESPN etc, – o qual conhecia detalhes que nem eu lembrava de minha primeira HQ publicada na vida, na Spektro da Vecchi, como diversas outras HQs que escrevi.

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Também tive a satisfação de conhecer outros bambas das HQs atuais, como os fantásticos desenhistas Laudo (Anya, Tianinha) e Will Sideralman (A Coisa do Tietê, Demetrius Dante) e o roteirista Rogério Faria (Calafrio). E tive o prazer de reencontrar o Octavio Cariello (Lanterna Verde e Raio Negro, entre muitos outros) um dos mais extraordinários quadrinistas brasileiros com carreira internacional, com o qual participei da minha primeira antologia, Território V (Terracota, 2009). O artista foi homenageado com uma exposição de artes originais e bate-papo com os fãs.

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Além do tradicional Mercado de Pulgas, com venda e troca de gibis novos e antigos, o Centro dos Artistas, com a produção atual de quadrinhos brasileiros; o Festival também contou com exposições de arte e uma programação com debates, palestras, sessões de autógrafos e prêmios.

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Destaque para o lançamento do livro Vertigo: Além do Limiar, e uma exposição sobre os 25 anos do selo da DC Comics que publicou revistas como Constantine,  Sandman, Morte e Monstro do Pântano. Os visitantes puderam conferir o Museu Abril de Quadrinhos Disney, com diversas curiosidades do universo Disney em uma experiência de imersão virtual 3D, além de bate-papo sobre Vingadores: Guerra Infinita e os dez anos do Universo Cinematográfico Marvel, os 30 anos da revista Animal e diversas outras atrações.

 

 

 

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Vou tentar participar de mais eventos como esse – uma vez que o saudoso Fantasticon (de Literatura Fantástica) continua fazendo falta – apesar da distância de minha cidade no interior do estado; e da ‘sorte’ de voltar num busão que parecia ter parado em todas as cidades do mundo antes de chegar em Catanduva.

 

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LIVRO

26 de fevereiro de 2018

Memórias Pós-humanas de Quincas Borba

E Outras Histórias Alternativas Muito Além do País do Futuro

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Pode parecer paradoxal, mas ao fazer Faculdade de Letras e ler Machado de Assis, descobri que o autor do século XIX podia ter uma leitura de ficção científica. Assim nasceu o conto que se transformou numa longa noveleta (histórias com até 20 mil palavras) inspirado nos devaneios do personagem Quincas Borba e outras passagens da vasta obra de Machado.
Esta e demais noveletas e contos estão presentes no meu livro MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA e Outras Histórias Alternativas Muito Além do País do Futuro – à venda por 5,99 no site da Amazon https://www.amazon.com.br/dp/B078NBBSHQ


LIVRO

26 de janeiro de 2018

SLUSH – A SAGA DOS VIKINGS DO ESPAÇO

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Um drakkar, espaçonave viking de guerra, sobrevoa Ymir, o planeta gelado.

DENTRE as três noveletas (histórias com até 20 mil palavras) e os diversos contos do meu livro MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA, lançado em dezembro pela AMAZON, SLUSH – A SAGA DOS VIKINGS DO ESPAÇO é a mais SPACE OPERA de todas – mas também uma HISTÓRIA ALTERNATIVA. O Ponto de Divergência é o clima da Groenlândia, que ao invés de ficar mais frio e expulsar os colonos vikings, tornou-se ameno e abriu caminho para uma Renascença Viking e a colonização das Américas. Isolados em seu paganismo, as novas nações vikings derrotaram o monoteísmo cristão e islâmico, submetendo sua ética guerreira a todo o mundo. Sua tecnologia militar estendeu-se à ciência, e os vikings conquistaram e colonizaram as estrelas, deparando-se com um inimigo de peso: os Draken, o Império Dragão. Uma terceira potência, no entanto, os insidiosos LOKIANOS, também chamados SLUSH (‘gelo sujo’) passaram a dominar com o frio e seus gigantes de gelo sem alma os dois potentados cósmicos. Uma união antes impensável entre os grandes inimigos da galáxia leva o cientista brazilik Haggar Karamurussen e a tripulação da nave do Conselho Nobel Leif Erikson aos confins do Universo, navegando no tempo, espaço e outras realidades para tentar salvar suas civilizações guerreiras. Mas a dúvida domina o brazilik: ele deve fazer isso? 

 


LIVRO

12 de janeiro de 2018

PLANETA ÁGUA

MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA E OUTRAS HISTÓRIAS ALTERNATIVAS MUITO ALÉM DO PAÍS DO FUTURO

 

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Arte referente à noveleta Planeta Água, parte do livro Memórias Pós-humanas de Quincas Borba.

Uma das histórias que mais chamou atenção no meu livro MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA, lançado pela Amazon em dezembro do ano passado, não é a que abre a coletânea, mas sim a que a fecha. PLANETA ÁGUA foi selecionada há muitos anos para um concurso de contos da extinta revista Quark, mas jamais publicada.

Há muitos temas que se cruzam em sua estrutura, que um dia poderão ser ampliados num futuro livro; mas a base toda da história repousa na figura pós-humana de Janaína dos Mares. Cientista marinha e filha de santo da Mãe D’Água, Iemanjá, a religião dominante em seu país subaquático, Aiocá, lar dos caiçaras, na plataforma continental brasileira, ela é uma das poucas da nova espécie criada por engenharia genética, homo aquaticus, capaz de respirar sob a água como sua Irmandade de Delfins, cuja complexa língua ela domina. Graças às suas incríveis capacidades subaquáticas e empáticas, a jovem é escalada pelas autoridades de Aiocá para tentar estabelecer contato com os oceânidas de Irx, um povo subaquático de outro planeta, chamado pela Comunidade Galáctica de Mundo Oceano

Mas o que Janaína ignora, mesmo com seus poderes, é o perigo que esse contato poderá provocar à sua própria mente e vida humanas.

https://www.amazon.com.br/dp/B078NBBSHQ


NOVO LIVRO

28 de dezembro de 2017

Memórias Pós-humanas de Quincas Borba

Primeira coletânea de noveletas e contos, tem o subtítulo “E Outras Histórias Alternativas Muito Além do País do Futuro”

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Antes que o ano acabe lanço minha primeira coletânea pela Amazon: MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA e Outras Histórias Alternativas Muito Além do País do Futuro. O livro, com cerca de 40 mil palavras, reúne 3 noveletas longas e 3 contos de ficção científica abordando diferentes realidades da história do mundo e além dele, sob a ótica antropofágica daquele que foi chamado o “País do Futuro”. São contos com distopias sociais e tecnológicas, super-humanos e alienígenas, batalhas interplanetárias, viagens no tempo e no espaço e outras dimensões do Universo. Veja abaixo o link do livro na Amazon e uma breve sinopse de cada noveleta e conto.

MEMÓRIAS PÓS-HUMANAS DE QUINCAS BORBA

A noveleta que abre a coletânea mostra uma sociedade de clones de um futuro pós-apocalíptico governada por uma Inteligência Artificial e baseada no Humanitismo, a ‘Religião do Futuro’ teorizada por Quinca Borba, personagem criado por Machado de Assis, como se fosse um profeta real. No restante do Sistema Solar, colonos sobreviventes em luas e naves espaciais temem a expansão dos ‘humanitas’ da Terra.

A VINDA

Após a ‘Revolução de Deus’, o Brasil é governado por uma ditadura fundamentalista da Igreja Nacional ‘Deus é brasileiro’. Misteriosas aparições de Nossa Senhora nos céus levam o pânico ao governo teocrático, que convoca suas forças do Serviço do Senhor para deter toda oposição.

PORTAS

Existem coisas conhecidas e coisas desconhecidas. Entre elas existem portas. Foi o que descobriu o hiperfísico Miranda, ao tentar encontrar uma Realidade Alternativa em que a mulher que amava ainda estivesse viva.

SLUSH

Numa RA em que a Era Viking se alastrou por todo o mundo e as estrelas, uma grande ameaça surge das entranhas da Matéria Escura: o Slush, uma potência cósmica que força os Vikings do Espaço a se aliarem a seus maiores inimigos, o Império dos Dragões, ou serem exterminados.

AS AVENTURAS DE DOROTHY GALÁXIA E DO HOMEM DE LATA

A derradeira luta pelos direitos no futuro será o das inteligências artificiais. Robôs e androides são propriedade de seus criadores ou terão direito ao livre arbítrio? Um casal inusitado, a androide sexual Venus 69, chamada pela mídia de Dorothy Galáxia e o robô minerador do Cinturão, Vulcano, promovem uma romântica rebelião das máquinas pela liberdade contra a opressão humana.

PLANETA ÁGUA

Séculos após a Crise Gaia, duas humanidades rivais dividem a Terra, agora chamado Planeta Água. Os poucos terrestres, habitantes da tórrida e insalubre superfície sólida que restou após o desgelo dos polos, e os aquarianos, nas vastas novas nações submarinas. Janaína, aquariana e membro da espécie homo aquaticus, devota de Iemanjá no País de Aiocá, é chamada para recepcionar os alienígenas de Mundo Oceano, que chegam ao planeta, o que pode provocar novos conflitos.


AMAZON

3 de dezembro de 2017

NÊMESIS – A VINGANÇA DOS DEUSES

 

Ela nasceu no inferno de um campo de concentração nazista e se tornou a encarnação do poder vingativo dos deuses; Nêmesis é meu primeiro livro pela Amazon

 

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Minha primeira publicação via Amazon: Nêmesis – A Vigança dos Deuses é uma noveleta inédita que pretendo ser a primeira de uma série de aventuras fechadas. Trata-se de terror, com cenas de ação e alguma ficção científica e mitologia. Algo assumidamente pulp e quadrinístico.

A protagonista é a encarnação atual da justiça vingativa dos deuses. Filha da Noite, Nêmesis nasceu de experiências místicas e genéticas num campo de concentração nazista. Criada numa região selvagem, foi treinada para sua missão pelo O Velho, um egípcio milenar e conta com o apoio de O Jovem, um hacker capaz de ligar a internet ao mundo sobrenatural, através da computação quântica, que ele chama “mistnet”.

Durante eras, as Nêmesis nascidas meio humanas, meio deusas, combateram os Khereps – predadores que se nutrem da força vital dos mortais desde tempos imemoriais. Munida de força sobrenatural e o poder de suas adagas sagradas kopis, Nêmesis, também conhecida e temida como Sekhmet, a Leoa, ou a Caçadora de Ísis, enfrenta com seus dois únicos aliados, o Velho e o Jovem, uma ordem nazista que pretende criar uma nova raça de Seres das Trevas, sob a influência de uma antiga criatura milenar – Serkhet, a Mãe-Escorpião.

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A ação se passa numa grande cidade brasileira (não identificada, mas que coincide com São Paulo) nos dias de hoje, passando de nighs clubs da elite a túneis secretos sob o metrô, numa guerra interminável entre o Bem e o Mal. Mas onde começa um e termina o outro? “Aquele que luta com monstros deve tomar cuidado para não se tornar um deles. Quando se olha muito tempo para o abismo, o abismo olha para você.”
Além do Bem e do Mal
Friedrich Nietzsche

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THE KING

28 de agosto de 2017

 Jack Kirby

Criador de boa parte da Marvel, junto com Stan Lee, e de muito da DC, desenhista é um desconhecido fora das HQs em seu centenário de nascimento

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Todo mundo, até quem não lê quadrinhos, sabe quem é Stan Lee. O nonagenário criador dos maiores super-heróis da Marvel aparece em pontas em todo e qualquer filme do estúdio (e de outras produtoras), sem contar que a presença constante na TV e imprensa. Mas poucos, fora dos leitores de quadrinhos, sabem quem foi Jack “The King” Kirby, o desenhista e roteirista que, junto com Lee, criou nos anos 60 o sucesso da Marvel. Antes até da Segunda Guerra, em que foi lutar, Kirby já era um autor consagrado e havia desenhado o Capitão América junto com Joe Simon. Jack Kirby completaria 100 anos (morreu em 1994) dia 28 de agosto de 2017 e uma série de homenagens e republicações, além de livros e documentários, lembrarão sua contribuição para os quadrinhos, além da influência no cinema, como confirmado por John Cameron (Aliens e Avatar).
Boa parte disso se deve ao famoso ‘método Marvel’: Stan Lee escrevia apenas uma sinopse do conceito e história de cada um dos personagens que a dupla criou no início dos tempos heróicos da editora – quando a editora ainda não era a Marvel, nos anos 60. O suor cabia a Jack Kirby, que preenchia mais de 30 páginas com o argumento das histórias (foi ele quem criou o Surfista Prateado, por exemplo, numa HQ do Quarteto Fantástico) sem contar os desenhos. Lee então acrescentava os textos e diálogos finais. Kirby passou a se ressentir que todos os créditos na criação de Homem de Ferro, Quarteto Fantástico, Hulk, Thor, Vingadores e muitos outros, não fossem divididos com ele. O mesmo aconteceu com o desenhista Steve Ditko, cocriador com Stan Lee do Homem-Aranha e Doutor Estranho. Ambos tiveram as relações com Stan abaladas.

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Jack Kirby estabeleceu boa parte dos alicerces da Marvel, com Stan Lee

Jack Kirby se bandeou então para a Distinta Concorrência (a DC Comics) onde mostrou seu talento, não apenas como desenhista, mas criador, concebendo inúmeros heróis, vilões e mundos que até hoje a empresa da Warner utiliza, principalmente nos filmes para cinema e TV. Kirby acrescentou ao legado do Super-Homem toda uma série de conceitos e personagens como o vilão Darkseid, Apokolips, o Projeto Cadmus, Guardião e Mr. Miracle, além dos Novos Deuses e O Quarto Mundo, entre muitas outras criações.

 

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Darkseid enfrenta os Novos Deuses: a DC também lhe deve alguns mundos e ícones

Conta a lenda que ainda antes dos EUA entrar na Segunda Guerra, Jack Kirby criou a famosa capa de Capitão América 1, em que o supersoldado esmurrava ninguém menos que Adolf Hitler.

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Capitão América 1, engajado antes dos USA entrarem na II Guerra Mundial

Alguns membros do Partido Nazista Americano (o maior do mundo fora da Alemanha) não gostaram nada e teriam ido à sede da editora, em Nova York, tirar satisfação com o judeu responsável pela ofensa (o nome verdadeiro dele era Jacob Kurtzberg, filho de imigrantes austríacos). Criado num gueto pobre barra pesada de Nova York dominado por gangues, Kirby não teve dúvidas: foi ao encontro dos nazistas e partiu para o ‘pau’ em cima deles. Posteriormente, foi lutar de verdade na Segunda Guerra.

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O estilo épico e detalhado do desenho de Jack Kirby influenciou todas as gerações seguintes de desenhistas, inclusive a mim, que não me cansava de tentar imitar suas cenas espaciais impactantes, com sua iluminação dramática e estilizada, maior que a vida. Em plenos 60, sem recursos de ilustração digital, Kirby criava verdadeiros ‘efeitos especiais’ com o uso de traços e retículas, sendo um mestre na concepção de fabulosas visões tecnológicas e cenários alienígenas nunca vistos em páginas panorâmicas.

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Após anos de litígio na justiça americana, em processo movido pelos filhos, o ‘Rei’ teve o reconhecimento de seu nome como cocriador, constando nas publicações e filmes.
Uma série de homenagens e republicações tem sido feitas em todo o mundo para prestar a justa homenagem a Jack ‘The King’ Kirby.

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Os guetos novaiorquinos em que o garoto Jack Kirby cresceu: o traço capaz de transformar uma cena urbana típica num épico grandioso