FRANKENSTEIN

O MODERNO PROMETEU

 
Novo filme da clássica história de terror e ficção
é baseada em quadrinho da Darkstorm

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Em estreia mundial na última sexta-feira (24), entrou em cartaz no cine Lumière de Catanduva, a mais recente versão da clássica história da criatura tornada viva por um cientista a partir de cadáveres. Frankenstein: Entre Anjos e Demônios, nome brasileiro meio óbvio para o original I, Frankenstein, é a versão filmada de uma HQ, publicada pela Darkstorm Comics e escrita pelo roteirista e ator americano Kevin Grevioux, mentor da franquia cinematográfica Anjos da Noite. A direção é do roteirista Stuart Beattie, de G.I. Joe e Piratas do Caribe.

Frankenstein é uma novela clássica da literatura mundial, considerada por muitos como a primeira de ficção científica, apesar de seu tom aparente de terror gótico: entende-se FC como o fantástico com explicação na ciência, não no sobrenatural. Frankenstein ou O Moderno Prometeu é a história de um homem criado a partir de partes de cadáveres pelo cientista Viktor Frankenstein; ele ganha vida através de experimentos científicos e é odiado e perseguido pelos seres humanos. A ideia surgiu de maneira incomum, em 1816, quando a jovem inglesa Mary Shelley contava apenas 19 anos. Ela, seu futuro marido, o poeta Percy Shelley e os amigos escritores Lord Byron e John Polidori ficaram confinados vários dias num casarão à beira de um lago gelado na Suíça, devido a um evento extraordinário: naquele ano, a erupção de um vulcão na Indonésia cobriu o mundo de poeira vulcânica, deixando o hemisfério norte do planeta sem verão. Lord Byron propôs então que os quatro escrevessem, cada um, uma história de fantasmas, para passar o tempo. A história de Mary não apenas foi a melhor, como originou o livro em 1818, que acabou transformado em dezenas de filmes, quadrinhos e peças de teatro ao longo de quase dois séculos.

A nova versão, Frankenstein: Entre Anjos e Demônios remete a história para os dias atuais, com a criatura (Aaron Eckhart, o Duas-Caras de Batman – O Cavaleiro das Trevas) no centro de uma disputa entre o reino dos demônios e um exército dos anjos-gárgulas. O argumento concentra-se no fato de que, como foi criado por um ser humano, o monstro não possui alma. Razão pela qual os demônios, liderados por Naberius (Bill Nighy) o caçam com a finalidade de criar um novo exército do mal para dominar o mundo.

Após enterrar seu criador, Viktor Frankenstein (Aden Young), a criatura enfrenta os demônios, mas também desperta o interesse dos anjos-gárgulas, sob o comando de Leonore (Miranda Otto) – especialmente depois de vê-lo matar alguns demônios. Leonore batiza o personagem de “Adam”, fazendo analogia com a criação do primeiro homem.

Recheado de efeitos especiais, ação constante e criaturas digitais, o “monstro” encontra na fictícia cidade de Darkhaven, uma espécie de Gotham, outros mitos da literatura como o Corcunda de Notre Dame, Dr. Jekyll/Mr. Hyde, nem sempre amigáveis. Drácula, por exemplo, é um chefão do crime e o Homem Invisível é seu agente secreto. Dependendo do sucesso das bilheterias, a esperança dos produtores é emplacar I, Frankenstein como uma nova franquia do velho monstro.

Mas embora Frankenstein, O Moderno Prometeu pudesse ser considerado FC, nada mais distante é sua versão quadrinesca. I, Frankenstein, está mais para um super-herói com fator de cura, enfrentando supervilões.

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