STAR TREK

50 anos da série que influenciou o mundo

Jornada nas Estrelas inspirou uma geração que promoveu

inovações tecnológicas de impacto na sociedade

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Neste 8 de setembro de 2016, Star Trek – A Série Clássica, estreava nos Estados Unidos com o episódio ‘The man trap’. No Brasil, o seriado iniciaria sua exibição em 1968, na extinta Excelsior, de São Paulo, como Jornada nas Estrelas. Pode parecer exagero que uma série da TV americana dos anos 60 – Star Trek – com apenas três temporadas a partir de setembro de 1966 tenha ‘mudado’ o mundo, mas uma análise de como suas inovações tecnológicas impactaram na sociedade futura (contemporânea) mostra exatamente isso. Adorada por uma geração de jovens cientistas e formadores de opinião, a série os motivou a criar invenções que buscavam tornar real o que era exibido na série, assim como influenciou o meio cultural. Um dos exemplos é o telefone celular. O capitão Kirk (William Shatner) e os tripulantes da espaçonave Enterprease (nome homenageado pela NASA num dos seus ônibus espaciais) usavam comunicadores que se abriam num toque e um tipo de tablet (lá chamado ‘tricorder’), usado pelo oficial de ciências Vulcano, Spock (Leonard Nimoy), escaneava tudo a seu redor recolhendo informações do ambiente. Martin Cooper, inventor do celular que trabalhou com a Motorola, admitiu que o comunicador de Star Trek serviu de inspiração para o seu trabalho. Segundo o Banco Mundial, 75% da população mundial usa celulares. O médico da nave também usava scanners – tais como são comuns hoje no uso da ressonância magnética. O dr. McCoy (DeForest Kelley), às vezes, inoculava medicamentos com uma injeção sem agulha – a pistola de vacinação pressurizada surgiu mais tarde. Amit Singhal, engenheiro responsável pela busca do Google há 15 anos, sempre diz que o seu sonho é criar o computador da Enterprease, que entende qualquer pergunta e tem a resposta mais imediata e útil possível. A equipe da Enterprise também tinha um dispositivo que traduzia automaticamente para o inglês tudo o que falavam. E a tenente Uhura usava um fone de ouvido sem fio. O choque da arma ‘feiser’ era muito usado pelos tripulantes para tontear adversários. O ‘teaser’ das forças policiais na atualidade tem um princípio semelhante. Eram comuns nas várias versões da série, cegos usando visores para enxergar; próteses oculares ligados a óculos especiais estão sendo testadas hoje em dia. E processadores de comida serviam para criar drinks sofisticados e refeições para a tripulação, como as atuais impressoras 3D. Algumas tecnologias são tão avançadas, que ainda estão por vir: é o caso do teletransporte, usado na série para baratear custos de filmagem. Essa tecnologia é objeto de pesquisa de cientistas, mas conseguem ‘teletransportar’ apenas partículas; ainda longe de teletransportar pessoas e objetos como em Star Trek. Mas sempre citam o seriado em suas entrevistas. Comemorando os 50 anos, Star Trek ganhará breve nova série pelo Netflix e o terceiro filme para cinema do reboot da franquia – Star Trek Sem Fronteiras já está em cartaz nos cinemas.

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